A Casa
A Nossa História
Uma brigada, um rio, e a memória de uma cozinha portuguesa que se recusa a ser museu.
O Chef
Tomás Vale
Formado em Lisboa e afinado em Paris, Tomás Vale regressou ao Tejo para cozinhar o que conhece de perto: o peixe da costa da Arrábida, os azeites do Alentejo, o vinho que a família guardava para os dias longos. No ÁUREA, a técnica clássica não se exibe — dissolve-se no sabor. Cada prato é uma frase curta, dita no tom certo.

Cozinhar em Lisboa é aceitar o Atlântico como sócio — generoso, exigente, e sempre a horas.

O Atlântico
A captura da madrugada
Antes de a cidade acordar, a peixaria da doca já escolheu para nós. Carabineiros do Algarve, robalo de linha, polvo das pedras frias. Não congelamos o mar: servimo-lo no próprio dia, com o respeito que um produto raro exige. A carta muda porque o oceano muda.
A Garrafeira
Oito centenas de silêncios
A cave do ÁUREA guarda cerca de oitocentas referências — Douro, Dão, Bairrada, Bordeaux e Champanhe — em escuridão e humidade estáveis. O nosso sommelier não impõe; escuta a mesa e abre o que o prato pede. Um Tawny de vinte anos não é um acessório. É o último capítulo.
